Escultura de um rosto humano com detalhes de uma barba e cabelo, bombardeada por fogo e fumaça, contra um fundo branco.

Inspirada na figura mitológica descrita por Camões em Os Lusíadas, a obra reconstrói o Adamastor — o monstro que simboliza o medo europeu do desconhecido — em papel machê e fogo. Aqui, o ícone da epopeia colonial é reinventado como efígie de reparação: um corpo frágil, inflamável, destinado à combustão.

ADAMASTOR

Ao queimá-lo, a instalação propõe um gesto de inversão e purificação: o que antes representava poder e conquista torna-se cinza e memória. Criada como parte do projeto Elxs Ñ Sabem a Minha Língua, do poeta Vinicius Terra, a obra evoca a decolonização da lusofonia e a urgência de atravessar o Atlântico em outro sentido — não para dominar, mas para reencontrar.

Escultura de uma cabeça de mármore com fogo emergindo do topo, imagem ampliada mostrando detalhes da escultura. Uma pessoa à esquerda, na parte superior, fotografa a escultura com uma câmera.
Escultura de um busto de um homem com expressão pensativa, feita de material semelhante a pedra, parcialmente queimada com fogo e fumaça visível.
Estátua de um homem com barba olda, sendo que uma das partes de seu rosto está em chamas.