Mulher de pele escura com cabelo castanho avermelhado, coberta de tinta preta, cobrindo-se parcialmente com as mãos, fundo cinza escuro, com mensagem escrita em branco "A liberdade é o combustível do amor-próprio".

A FLOR
DA PELE

Corpos reais tornam-se matéria de investigação pictórica. As palavras são projetadas e pintadas sobre pele, textura e parede, formando uma superfície contínua de cor e sentido. O resultado é uma pintura anamórfica — uma distorção calculada que só pode ser lida de um ponto específico, onde corpo e espaço se alinham. O gesto da escrita sobre a pele dissolve a fronteira entre o íntimo e o público, transformando o corpo em manifesto e confissão.

O texto, agora encarnado, revela o que costuma permanecer sob a superfície do afeto: o ciúme, o desejo, a distância, o perdão. Criada em colaboração com o fotógrafo Fernando Schlaepfer e com textos do escritor Julios D’Gales, a série propõe uma arqueologia dos sentimentos — uma tentativa de compreender o amor através das marcas que ele deixa.

Dois corpos humanos de costas, parcialmente visíveis, com a pele pintada de vermelho, ao lado de uma parede vermelha com a frase em português 'A distância é o catalisador da saúde!' escrita em branco.
Duas pessoas nuas, de costas, com palavras em português pintadas no corpo e na parede, transmitindo uma mensagem de união e perda
Pessoa de costas pintada de amarelo, com a frase escrita em preto no corpo, contra um fundo amarelo.
Pessoa pintando um escultura com letras e números em tons de amarelo e preto.