A FLOR
DA PELE
Corpos reais tornam-se matéria de investigação pictórica. As palavras são projetadas e pintadas sobre pele, textura e parede, formando uma superfície contínua de cor e sentido. O resultado é uma pintura anamórfica — uma distorção calculada que só pode ser lida de um ponto específico, onde corpo e espaço se alinham. O gesto da escrita sobre a pele dissolve a fronteira entre o íntimo e o público, transformando o corpo em manifesto e confissão.
O texto, agora encarnado, revela o que costuma permanecer sob a superfície do afeto: o ciúme, o desejo, a distância, o perdão. Criada em colaboração com o fotógrafo Fernando Schlaepfer e com textos do escritor Julios D’Gales, a série propõe uma arqueologia dos sentimentos — uma tentativa de compreender o amor através das marcas que ele deixa.