BRONSON
SMOKING
PAPER
A obra reverte a lógica industrial: o descartável torna-se monumental, o aviso vira retrato. Cada papel, antes periférico, ganha função de pixel e metáfora — um lembrete do consumo repetitivo e da idolatria cotidiana. Entre ironia e devoção, Bronson reflete sobre o poder simbólico dos resíduos e sobre a estética que nasce do excesso.
Um mosaico formado por 697 folhas de advertência retiradas de papel de seda Smoking — recolhidas ao longo de uma década. Fragmentos, impressos em série, são reorganizados manualmente até compor a imagem de Charles Bronson.