Pendular
RIO 2016
Chamei a obra de Pendular porque ela existia nesse estado de suspensão — entre o peso e a leveza, entre o caos e a harmonia, entre o jogo e a contemplação. A instalação converteu o vazio do espaço em respiração, e a multiplicidade dos esportes em unidade poética. Durante os Jogos, o trabalho tornou-se uma espécie de céu simbólico: o lugar onde todos os movimentos se encontram.
O hall do Comitê Rio 2016 era um espaço frio, feito de contêineres temporários. Fui convidado a transformá-lo — e quis fazer isso não com telas ou painéis, mas com ar e movimento. Criei um móbile monumental com mais de 300 bolas de diferentes modalidades, todas pintadas de branco e suspensas por cabos de aço, formando um campo flutuante de formas e sombras.